DJ Grothe
POST MUSIC 06| DE POP ROCK CADA UM TEM UM POUCO!
É ISSO AI GALERA MAIS UMA NIGHT DE DEZEMBRO AGORA 23:38 ESTOU AQUI NUMA ENTREVISTA MANEIRA COM OS INTEGRANTES DA BANDA EX4 E COM O PRODUTOR CARLOS SILVEIRA (CARLINHOS). VEJAM A NOSSA MATÉRIA AGORA E FIQUE SABENDO MAIS SOBRE ESSA GALERA DO BARULHO!
POST MUSIC 06 | DE POP ROCK TODO MUNDO TEM UM POUCO!
O EX4, ou Exatamente 4, vem consolidando seu trabalho na cena pop rock devido aos 10 anos de estrada, três discos autorais, harmonia e boa convivência artística e empresarial entre os integrantes e muita, muita história pra contar!
- Como surgiu a banda?
A Banda EX4 surgiu no final do ano 2000 em Goiânia, onde nos conhecemos nos corredores dos estúdios de gravação onde desenvolvíamos projetos profissionais e entre uma conversa e outra, uma Jam session, convites para tocar e lógico, conversando sobre música, surgiu o projeto EX4 com Max Bennett nos vocais e guitarra, Regis Bennett nos vocais e teclados, Fernando Palau no baixo e eu (Robson Caffé) na bateria.
Todos já tínhamos um bom tempo de experiência no cenário musical, trabalhando em vários estúdios de gravação, fazendo direção e produção musical, além das performances como endorsees de instrumentos musicais e também no palco, acompanhando artistas de vários segmentos tanto no Brasil como no exterior. Tudo isso somou para que os nossos sonhos e projetos para o EX4 fossem grandes e ousados. Daí, decidimos nos mudar para São Paulo e tornarmos nossos sonhos reais.
- E a chegada em São Paulo, como foi a aceitação das pessoas pelo fato de serem uma banda de fora desbravando um novo território?
Antes de mais nada, nossa primeira missão foi – e acredito que sempre será, a quebra da questão cultural, pois como a banda surgiu em Goiânia, carregamos o estigma de ser uma banda de Rock que veio de Goiânia, que tem por tradição as duplas e cantores sertanejos. Sempre somos questionados sobre isso e levamos tudo numa boa, com inteligência e humor, mas sem deixar de lado a nossa “atitude rock’n roll”. Isso, somando com a linguagem universal que é a música, faz com que todos os preconceitos caiam e prevaleça a qualidade musical. Para esse tipo de coisas não há fronteiras.
- E depois disso, como foi o processo de gravação dos CD’s e a aceitação do trabalho pelo público e veículos de mídia?
O nosso primeiro CD foi distribuído pela Sony Music, e durante a fase de divulgação deste trabalho, desbravamos um território que ainda não havia sido explorado. Descobrimos vários limites, encontramos grandes obstáculos mas também fizemos grandes amigos que nos ajudaram a chegar à marca de execução de nossas músicas em mais de 500 emissoras de rádio em todo o Brasil.
Enquanto isso, aqui em São Paulo, participamos de alguns programas de TV de repercussão nacional, como Raul Gil, All TV, além de duas participações no “Caldeirão do Huck”, da Rede Globo e através deste “barulho” que fizemos algumas portas se abriram e assim nasceu o segundo CD, que foi distribuído pela Universal Music, e contou com muito mais trabalhos autorais da banda.
Nesta época, além das realizações musicais, também nos tornamos mais ativos em causas sociais, que era uma preocupação da banda e chamamos de "Causas que vão além do som": Todos os direitos de execução de uma das faixas do segundo CD, foram doados à Casa Hope; Casa de Apoio à Criança com Câncer e esta parceria de sucesso, chamou a atenção da apresentadora Ana Maria Braga. Isto resultou na nossa participação no programa “Mais Você”, da Rede Globo, além de despertar o interesse de vários outros veículos de comunicação e através de uma ação de marketing envolvendo a música “Fiz uma Carta” chegamos a figurar entre as 10 mais tocadas nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto no Estado de São Paulo, Brasília, no Distrito Federal e em Recife, Pernambuco, chegando várias vezes a ocupar a primeira posição em número de execuções e pedidos.
Hoje estamos divulgando e trabalhando em nosso terceiro CD, “Trilhas e Trevos”, que nasceu de várias experiências de palco e estúdio, além de evidenciar a cumplicidade entre a gente enquanto músicos e sobretudo como amigos. Tudo isso se reflete nas linhas de composição, arranjos e execução de cada um dos instrumentos. Este álbum também conta com um “tempero” a mais: A direção musical de Celso Rangel e a mixagem de Adré “Deco” Hamoui, que levou o sonho do EX4 para “Trilhas e Trevos” ainda mais distantes: O trabalho foi mixado nos estúdios da New England Institute of Arts, onde “Deco” é monitor.
- Mas a banda já tem três videoclipes. Isso não seria um excelente material para um DVD?
Sempre que dá a gente grava algumas coisas sim, pois quando não temos uma câmera de qualidade à mão, usamos a câmera digital ou até mesmo do celular. Daí, deixamos isso nos HD’s dos computadores e juntamos tudo em pequenos vídeos, que quem sabe um dia podem se tornar um “plus” em algum DVD nosso, mas este não é o nosso principal foco no momento.
Na verdade, pensamos em fazer uma edição deste CD com um “Double Pack” com CD e DVD com imagens das “Trilhas e Trevos” percorridos na turnê deste CD, mas ainda é só um sonho. De fato temos três videoclipes gravados e já disponíveis para serem vistos no Youtube, mas apenas dois deles estão sendo veiculados em emissoras de TV, programas segmentados, etc, pois acreditamos que ainda não seja o momento de trabalharmos “Não Faz Sentido”, que é uma das faixas deste terceiro CD que ainda não foi para as rádios. Estamos desfrutando e aproveitando o momento de “Eu Nunca Quis”, que está sendo trabalhada nas rádios e estreou recentemente na programação da MTV, além de estar sendo exibido em todos os ônibus da cidade de São Paulo através da “Bus TV” e da “TV Out”, e também na “Fiz TV”
- Ainda falando sobre os videoclipes, a exposição de vocês no quadro "Garagem do Faustão" trouxe que resultados para a carreira da banda?
Toda a história da gente no quadro "Garagem do Faustão" tem como sinônimo a palavra SURPRESA. A primeira vez foi com o clipe de "Como Girassóis" que foi enviado por uma fã da banda. A gente estava em casa, descansando depois da viagem e de repente tudo que é telefone, rádio, etc., começaram a tocar. A família, amigos de longe e de perto, todo mundo estava ligando pra avisar que nosso clipe estava passando no Faustão e até que a gente conseguiu assimilar a idéia e ligamos a TV, perdemos metade do clipe, mas vimos a melhor parte, que foi o Faustão elogiando a competência da banda e parabenizando a comissão que escolheu o vídeo. Isso não tem preço e fez com que "Como Girassóis" ressuscitasse no playlist das rádios e gerasse novos shows para a banda.
Daí pra frente, todos os vídeos postados por fãs e por nós também não saíram mais dos mais vistos e isso fez com que a produção escolhesse o vídeo de "Eu Nunca Quis" para participar do Duelo de Pop Rock.
Quando soubemos que nosso "rival" seria uma banda aqui de São Paulo, sinceramente nos preparamos pra perder, mas trabalhamos muito pra não perder tão feio.
No final da votação foi uma gritaria louca quando soubemos que com 90% fomos os vencedores do duelo!
Daí pra frente foi outra "enxurrada" de ligações de amigos, família, parceiros de negócio, patrocinadores, etc. Todo mundo se envolveu na campanha de votação e participaram com a gente desta comemoração.
Pouco depois outro telefonema: Era a produção do Faustão pedindo pra gente gravar um video comentando sobre nossa carreira e com a seguinte informação - "Parabéns, galera! Aqui na Globo vocês são super queridos e não se fala em outra coisa a não ser o resultado da votação de vocês!"
Foi questão de tempo para fecharmos novos shows em lugares que ainda não havíamos estado, nossa comunidade no Orkut e seguidores no Twitter aumentaram e até hoje estamos colhendo os frutos disso. Acho que essa história ainda vai trazer resultados inesperados, como tudo o que acontece com a gente no Faustão. É esperar pra ver!
- É notório o amadurecimento da banda quando vemos matérias e entrevistas anteriores. Além disso há algo que marca este momento da banda?
Sim, claro! A vida é uma constante evolução e é feita de escolhas. Temos comemorado no dia a dia da banda as escolhas certas e às vezes sofremos pelas escolhas erradas que fizemos no passado e nos “policiamos” não repetirmos os mesmos erros no futuro. Assim, amadurecemos como seres humanos e artistas e o nosso som é diretamente afetado por este processo.
Antes, achávamos o máximo o título de uma banda que tocava um pop rock romântico, pois tínhamos como referência às baladas americanas de ícones como Bon Jovi e Aerosmith. Hoje, mesmo ainda acreditando que uma boa balada romântica tem aceitação em qualquer segmento e faixa etária, decidimos aumentar o volume e a distorção das guitarras, colocar a bateria mais "na cara” e a forma de interpretação das músicas mudou, assim como a nossa atitude no palco, que deixou de ser "irreverente e despretensiosa" para ser "agressiva e coerente". Hoje somos uma banda de rock, assumidamente”.
- Qual o conselho que dão para os que ainda não chegaram neste estágio da carreira, ou qual a mensagem que deixam?
A maior dificuldade que encontramos quando depositamos integralmente nossa vida em um projeto, é exercer a arte da paciência, do autocontrole, para não surtar enquanto algo não acontece na carreira. Neste intervalo de tempo, aparecem várias promessas e a vida da gente vira uma verdadeira "Montanha-russa emocional". Acreditamos que o que diferencia o músico do artista é o exercício destas artes e não somente da música. Com o tempo aprendemos a dar valor em coisas que acontecem de dentro pra fora e o conselho que podemos dar é: Jamais deixem de dar ouvidos à voz do coração ao ao bom senso.
A palavra mais importante que aprendemos a dizer em nossa carreira foi "NÃO". Quando dizemos "não" para algumas coisas, acabamos dizendo "sim" para o que realmente nos interessa. Dói muito aprender isso, mas hoje é o que nos mantém vivos!
PREVIEW DOS VIDEOS SE LIGA AI :
EU NUMCA QUIS
COMO GIRASSÓIS
FOI AI UMA PEQUENA DEMOSNTRAÇÃO DO FEELING DA GALERA, ESPERO QUE TENHAM CURTIDO!